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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pesquisadores no AHRS

Dando seguimento à divulgação das pesquisas que estão sendo desenvolvidas no AHRS, listamos abaixo os pesquisadores que estiveram aqui na última semana.

Carla Menegat
(carlamenegat@hotmail.com)
Brasileiros no Uruguai, no século XIX.

Fernando Quadrado Leite
(fernandoquadradoleite@gmail.com)
Guerra dos Farrapos, especificamente diplomas legais (legislação, documentos oficiais) expedidos pela República Rio-Grandense e trajetórias de negros.

Elisabete Camargo Magalhães Castro
(elisabetecamargoelisabete@gmail.com)
"Vidas Surdas": histórias de sujeitos surdos. A pesquisadora trabalha na FADERS - Fundação para Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul.

Viviane Wiedemann Velloso
(velram@gmail.com)
Genealogia.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Guia de fontes.

No intuito de levar ao conhecimento do público as possibilidades de pesquisa que o AHRS disponibiliza, publicamos aqui um inventário sumário dos fundos documentais existentes.

Acervo da Luta Contra a Ditadura

Anais do Parlamento Brasileiro

Assembléia Legislativa

Assuntos Religiosos

Autoridades Militares

Autoridades Municipais

Autos de Medição de Terras

Brigada Militar

Capela Positivista

Comando das Armas

Companhia Telefônica

Conselho Estadual de Educação

Consulados e Legações

Documentação dos Governantes

Eleições

Estatística

Fazenda

Feitoria do Linho Cânhamo

Guarda Nacional

Imigração, Terras e Colonização

Índios

Instrução Pública

Junta Comercial

Justiça

Legislação

Mapas

Marinha

Medições Judiciais

Minutas de Secretarias

Muckers

Obras Públicas

Polícia

Relatórios de Secretarias

Requerimentos

Secretaria da Agricultura

Secretaria do Interior e Exterior

Sesmarias

Iconografia

O AHRS também possui Arquivos Particulares. Listamos, abaixo, alguns deles:

Albino Joaquim Peixoto Junior

Ariosto Borges Fortes

Arthur Ferreira Filho

Aurélio Veríssimo de Bittencourt

Campo dos Teixeira

Coleção Varela

Eduardo Duarte

Família Ribas

Francisco de Paula Brochado da Rocha

Henrique Luís Roessler

João Neves da Fontoura

Julio de Castilhos

Nelson Boeira

Pedro Correa do Lago

Ruy Ruben Ruschel

Synval Saldanha e Borges de Medeiros

Sociedade Beneficência Portoalegrense

Visconde de Ribeiro Magalhães

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pesquisas realizadas no AHRS

Cumprindo uma das finalidades que nos motivou à criação do blog do AHRS, começamos hoje a divulgar os nomes dos pesquisadores que estão frequentando o Arquivo e as respectivas pesquisas que os mesmos estão desenvolvendo.
Temos certeza que ao disponibilizarmos ao público em geral estas informações estaremos desempenhando uma função social diretamente ligada às instituições públicas, uma vez que construiremos um elo entre o órgão público e a sociedade (representada tanto pelos pesquisadores quanto pelo público que vier a acessar o blog).
Abaixo, veja os (as) pesquisadores (as) que vieram ao AHRS na última semana e seus respectivos contatos e pesquisas.

Alessandro de Almeida Pereira
(alessandroalmeida@msn.com)
História Política na Região Platina, incluindo a Revolução Farroupilha. Especificamente, pesquisa sobre a atuação de sacerdotes.

Cesar Castro Pereira
(cesarcpereira@yahoo.com.br)
História Indígena - Charruas, minuanos e guaranis no Rio Grande do Sul e na Banda Oriental, nos séculos XVIII e XIX.

Daniela Vallandro de Carvalho
(dvallandro@yahoo.com.br)
Trajetórias de escravos na Revolução Farroupilha.

Fabiane Behling Luckow
(fabianebl@gmail.com)
Cantoras de cabaré em Porto Alegre, no Clube dos Caçadores e outros, no início do século XX.

Gene Cassidy
(eugenesc@umich.edu)
Imigração alemã no Rio Grande do Sul.

Jonas Vargas
(jonasmvargas@yahoo.com.br)
Charqueadas em Pelotas.

Maysa Espindola Souza
(maysaespindolasouza@gmail.com)
Africanos livres no Brasil, de 1831 a 1864. A pesquisa é coordenada pela professora Beatriz Gallotti Mamigonan.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Acervo da Luta Contra a Ditadura

Durante as comemorações dos 20 anos da aprovação da Lei de Anistia, foi criada, mediante o Decreto nº. 39.680/99, uma “Comissão Especial para organizar um acervo histórico da luta pela democracia e de denúncias de violações das liberdades democráticas e dos direitos humanos, cometidas pela ditadura militar instalada em 31 de março de 1964”. Desse modo, o Acervo da Luta Contra a Ditadura foi fundado em 1999 por iniciativa de ativistas históricos de Direitos Humanos que almejavam integrar-se no debate nacional sobre arquivos repressivos e políticas de memórias x políticas de esquecimento. Uma das suas reivindicações era a constituição de um centro de documentação específico sobre o período da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985).
O Acervo da Luta Contra a Ditadura foi criado como uma instituição subordinada à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e vinculada ao Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS). Atualmente, sua documentação encontra-se no AHRS.
Seus fundos são provenientes, principalmente, da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Um dos principais órgãos repressivos foi o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), polícia política, responsável por sequestros, torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura brasileira. Dias após a sua extinção, em 1982, o governador Amaral de Souza ordenou a queima de toda a documentação do DOPS/RS em um ato público. Dessa forma, a grande massa documental da Secretaria de Segurança Pública refere-se às Seções de Ordem Política e Social (SOPS), órgãos da polícia política subordinados ao DOPS que agiam nas delegacias do interior. O Acervo da Luta Contra a Ditadura possui documentação do SOPS dos seguintes municípios: Alegrete, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Lagoa Vermelha, Lajeado, Osório, Rio Grande e Santo Ângelo.
De maneira específica, constituem o subfundo DOPS/SOPS: fichas nominais, fichas datiloscópicas, processos e resoluções, relações de pessoas que interessavam aos organismos de informação, listas de indivíduos citados em processos da polícia política, listas de indivíduos enquadrados na Lei de Segurança Nacional, etc. Também há documentação pertencente à Secretaria do Interior e Justiça, tais como os prontuários de presos durante a ditadura.
            Além disso, o Acervo da Luta Contra a Ditadura possui documentos referentes à CPI da Espionagem Política. Em 1991, a seção de informações da Brigada Militar foi acusada de espionar os movimentos sociais, levando à instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito por parte da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Foi durante essas investigações que foram descobertos os documentos do DOPS nas delegacias policiais do interior. Este foi mais um dos elementos que se somou à intenção de se criar um centro de documentação específico da ditadura, ao qual o material da CPI da Espionagem foi agregado.
            Integram também o Acervo arquivos particulares que foram doados: Arquivo Pessoal de Omar Ferri, sobre o sequestro dos uruguaios em Porto Alegre, em 1978; Arquivo Pessoal de Licia Peres e Mila Cauduro, sobre o Movimento Feminino pela Anistia; Arquivo Pessoal de José Huberto Bronca, um dos guerrilheiros gaúchos do Araguaia, desaparecido até os dias de hoje; entre outros.
            Assim, o Acervo da Luta Contra a Ditadura propõe-se a recuperar a memória pela luta da democracia durante a ditadura e suas consequências no Rio Grande do Sul através da preservação de documentos, tanto da repressão quanto de pessoas que lutaram contra ela. Inclusive, toda a documentação foi liberada para consulta, sem restrições (com exceção dos documentos pertencentes ao ex-ministro da Educação Tarso Dutra, que não estão disponíveis ao público, pois a família entrou com uma ação judicial pedindo a sua devolução).
Atualmente, o Acervo da Luta Contra a Ditadura, através do AHRS, é parceiro do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil, denominado “Memórias Reveladas”, institucionalizado pela Casa Civil da Presidência da República e implantado no Arquivo Nacional com a finalidade de reunir informações sobre os fatos da história política recente do país. A documentação do acervo está sendo digitalizada e integra a rede nacional de informações do Portal “Memórias Reveladas”.
           

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O documento histórico

A sociedade registra suas atividades e vivências de diferentes maneiras. Nascemos, relacionamo-nos, vendemos, compramos, legamos bens, celebramos acordos e perenizamos nossas impressões por intermédio de registros, que podem ser escritos, esculpidos, pintados ou orais.
Boa parte deles perde-se no tempo, mas, dependendo do grupo, do local e da época em que foram produzidos, conservam-se, tornando-se pistas fundamentais para interpretarmos as dinâmicas sociais, ou apenas para saber mais a respeito de nossa família.
Ao longo do tempo vários critérios foram estabelecidos para determinar o que valia a pena ser preservado e, na maioria das vezes, privilegiaram-se documentos relacionados aos grupos que estavam no poder: ou seja, a conservação dos documentos dependia da concepção histórica que determinava que apenas as classes dominantes eram dignas de serem lembradas. As definições de o que é um documento histórico foram ampliadas, buscando-se contemplar a diversidade, os cotidianos e não apenas os denominados “grandes eventos”.
O ciclo de um documento administrativo, por exemplo, passa por três etapas. Primeiro integra os chamados arquivos correntes, durante seu uso funcional. Após o período em que o documento ultrapassou seu prazo de validade jurídico-administrativo, mas que ainda é, eventualmente, utilizado por seu produtor, faz parte do chamado arquivo intermediário, centralizado em um arquivo específico para tal fim. Por fim, esgotada sua utilidade cotidiana é submetido a uma comissão de avaliação, com apoio multidisciplinar que, obedecendo a determinados critérios, estabelece que tem valor permanente ou seja, é um documento histórico, passando a pertencer a determinado acervo arquivístico. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

História do Arquivo

 
O Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul é uma instituição pública subordinada à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul. Sua história começou em 1906, quando da criação do Arquivo Público do Estado (APERS). Como arquivo autônomo, surgiu em 29 de janeiro de 1954. Hoje tem a função de guarda e conservação da documentação histórica do Poder Executivo Estadual. O acervo remonta aos primeiros anos da ocupação efetiva do solo riograndense pela Coroa Portuguesa ( com a criação do Presídio de Jesus Maria José, em 1737). A documentação provém de várias funções exercidas pelo governo estadual, como distribuição de terras, aldeamento e catequese indígena, policiamento, repressão, assuntos militares, religiosos, além de coleções particulares recebidas através de doações ou compra.
A pesquisa no AHRS é gratuita* e os pesquisadores são assessorados pelo corpo técnico, composto por profissionais da área de história e arquivologia.

*O AHRS fornece transcrições paleográficas autenticadas para utilização em processos. Este serviço é cobrado.

O porquê da criação do blog

            O Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS), apesar de conter uma função vital para a produção de novas pesquisas visando à construção e (re)construção da historiografia gaúcha, não possui uma página de fácil acesso e visualização na Internet. Por esse motivo é que tivemos a ideia da criação deste Blog, onde as pessoas interessadas poderão encontrar diversas informações sobre a instituição e o que a mesma está realizando ou possibilitando a realização.
            Este projeto começou a ser gestado quando percebemos que havia perguntas que frequentemente respondíamos nas ligações telefônicas recebidas. Percebemos que seria importante termos um local no qual postássemos as atividades compatíveis com o trabalho realizado no AHRS e os fundos documentais encontrados no mesmo. Contudo, outras possibilidades foram encontradas para melhor divulgar o nosso trabalho.
            Atualmente estamos alimentando um banco de dados contendo os nomes dos pesquisadores que utilizam o espaço e o material do AHRS e seus respectivos focos de pesquisa. Acreditamos ser importante haver esta troca entre a instituição que serve de fornecedora dos documentos e os historiadores que transformam a análise documental em produção historiográfica. Este blog servirá de espaço à divulgação do banco de dados armazenado.
            Finalizando, é sempre bom esclarecer que as pesquisas realizadas no AHRS não são realizadas restritamente por historiadores, mas também por jornalistas, genealogistas entre outros profissionais. 


                                                                                  Atenciosamente,


                                                                                 Equipe do AHRS