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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O documento histórico

A sociedade registra suas atividades e vivências de diferentes maneiras. Nascemos, relacionamo-nos, vendemos, compramos, legamos bens, celebramos acordos e perenizamos nossas impressões por intermédio de registros, que podem ser escritos, esculpidos, pintados ou orais.
Boa parte deles perde-se no tempo, mas, dependendo do grupo, do local e da época em que foram produzidos, conservam-se, tornando-se pistas fundamentais para interpretarmos as dinâmicas sociais, ou apenas para saber mais a respeito de nossa família.
Ao longo do tempo vários critérios foram estabelecidos para determinar o que valia a pena ser preservado e, na maioria das vezes, privilegiaram-se documentos relacionados aos grupos que estavam no poder: ou seja, a conservação dos documentos dependia da concepção histórica que determinava que apenas as classes dominantes eram dignas de serem lembradas. As definições de o que é um documento histórico foram ampliadas, buscando-se contemplar a diversidade, os cotidianos e não apenas os denominados “grandes eventos”.
O ciclo de um documento administrativo, por exemplo, passa por três etapas. Primeiro integra os chamados arquivos correntes, durante seu uso funcional. Após o período em que o documento ultrapassou seu prazo de validade jurídico-administrativo, mas que ainda é, eventualmente, utilizado por seu produtor, faz parte do chamado arquivo intermediário, centralizado em um arquivo específico para tal fim. Por fim, esgotada sua utilidade cotidiana é submetido a uma comissão de avaliação, com apoio multidisciplinar que, obedecendo a determinados critérios, estabelece que tem valor permanente ou seja, é um documento histórico, passando a pertencer a determinado acervo arquivístico. 

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