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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Arquivo General Barreto Leite: reorganização de documentos para o estudo da República Velha Gaúcha

Encontra-se à disposição dos pesquisadores documentos constituídos de correspondências, bem como telegramas recebidos  pelo Governador do Estado entre1891 – 1892, General Barreto Leite.
O pequeno acervo pode contribuir para o estudo de um conturbado período da história do Rio Grande do Sul: após a Proclamação da República no RS, os dois primeiros governantes, José Antônio Correa da Câmara, 2º visconde de Pelotas (nov.1889 a fev.1890) e Júlio Anacleto Falcão da Frota (fev a mai.1890) eram presidentes de juntas de governo provisórias. A terceira junta (após a deposição de Júlio de Castilhos) que governou de 12.nov.1891 a 8.jun.1892, foi presidida pelo General Domingos Alves Barreto Leite e depois por João de Barros Cassal (19.nov.) - os demais membros eram Joaquim Francisco de Assis Brasil e Manoel Luiz da Rocha Osório..
 O general Barreto Leite substituiu o triunvirato centralizando o poder, convocando as eleições onde 2/3 dos candidatos eram monarquistas, o que desagradou os republicanos históricos. Em 03.03.1892, o General Barreto Leite passou o poder a Barros Cassal sem eleição. Essa fase da história gaúcha foi apelidada de “governicho", durou 7 meses, sendo liquidada pelas lutas políticas.
Um pouco dessa movimentação está registrada nas cartas, anotações e telegramas reunidos no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, acervo constituido por três maços. Estava, entretanto, indisponível ao público, pois estava apenas numerada, não existindo meio de busca adequado.
A reorganização física e a descrição do conteúdo foi realizada pela acadêmica de História do Centro Universitário La Salle, Núbia Quintana, sob a orientação e supervisão da Historiógrafa Rejane Penna, do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul.

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